O que acontece em nosso cérebro quando nos apaixonamos

2ª Edição Revista e Atualizada.


A paixão é causada por uma liberação contínua de alguns neurotransmissores como Dopamina e Noradrenalina. Amígdala (cerebelosa) tem um papel central neste processo da paixão, pois é desta região que emana alguns dos sentimentos mais instintivos. Esta tempestade bioquímica está relacionada com um índice mais baixo de Serotonina do que em uma população normal, sendo semelhante ao nível deste neurotransmissor nos portadores de Transtorno Obsessivo-Compulsivo, o que explicaria os pensamentos obsessivos da pessoa a qual se está apaixonado.

Depois da troca de olhares, da aproximação e da primeira conversa, não é de admirar que o primeiro encontro nos deixe nervosos ou ansiosos. Em milissegundos, nosso cérebro tem capacidade de avaliar diversificadas coisas quando vemos nosso parceiro ou parceira na primeira vez, coisas do tipo da simetria facial, cor dos olhos, proporção de ancas e cinturas, e principalmente o odor do corpo, que é um dos principais fatores que ligam o início de uma paixão. Haja vista que muitos especialistas e neurocientistas dizem que nos apaixonamos não pelos olhos, mas pelo nariz. O que por sua vez, transmite ao nosso subconsciente. 


Para nos apaixonarmos nosso cérebro faz a liberação de hormonas que turvam nosso raciocínio e nos tornam viciados, por isso queremos sempre estar juntos da pessoa. Uma liberação bioquímica de drogas acontece no cérebro, por isso muitas vezes, o indivíduo obsessivamente apaixonado perde o senso de raciocínio. Geralmente nos apaixonamos, depois de partilharmos uma experiência emocionante ou perigosa, ou simplesmente, pela pessoa ter o que prezamos. 

Cientificamente falando, apaixonar-se é uma reação de stress, o nosso botão de pânico da amígdala fica ativo tal como reage quando há perigo a vista. Ficar em alerta desencadeia uma reação de sentirmo-nos apaixonados (Os pensamentos sem parar pela pessoa), ao mesmo tempo o modo de pânico cega-nos e não analisamos o fundo de nosso parceiro ou parceira quando esta, se torna uma obsessão.



Visto que a paixão muitas vezes ocorre de forma em uma idealização fantasiosa do outro, quando ocorre dessa maneira o apaixonado começa a perceber que essa idealização, com o passar do tempo, foi equivocada, porquanto o outro não se comportava dentro do perfil de expectativas idealizado miticamente pelo apaixonado, é gerada uma intensa frustração, que passa a ser vivenciada com intensa irritabilidade pelo então apaixonado até desaparecer em pouco tempo. Geralmente acontece com pessoas que se conhecem através de internet e outros meios de comunicação sem ter contatos físicos. Desta forma, o apaixonado vai percebendo o equívoco que cometeu, pela recorrência das frustrações no tocante às suas expectativas fantasiosas pelo outro, objeto da paixão e o processo, começam então a se inverterem.

No estágio da paixão para o amor, nosso centro de recompensa entra em ação, endorfinas, opiáceos produzidos pelo hipotálamo do cérebro deixam-nos eufóricos, tal como a serotonina que estimula a disposição. 




Toda essa bioquímica atua como uma droga no núcleo acumbens e por esse motivo muitas vezes a ausência do outro é como uma ressaca e para o nosso cérebro. A paixão se torna um vício. 


O hipotálamo ativa a produção de cortisol, uma hormona de stress que estreita nosso campo de visão quando estamos em risco ou apaixonados, por isso no início de uma relação, é fácil aproveitar-se do outro, pois falando biologicamente estamos viciados, cegos e estressados. Surpreendentemente o hipotálamo e a glândula pituitária reduzem em homens apaixonados, enquanto nas mulheres produzem mais. Por isso, a droga da paixão surte meses. Esta é a fase que há maior probabilidade de gerar filhos.



Após seis a nove meses o êxtase começa a desvanecer, mas se tudo correr bem, já estaremos sob o efeito da oxitocina uma hormona de vinculação que nossa glândula pituitária produz durante o orgasmo. A oxitocina não produz stress, mas vinculação, ou seja o amor.






Manifestação
Conceito
Substância Associada
Luxúria
Desejo ardente por sexo
Testosterona (aumento da libido – desejo sexual)
Atração
(Paixão)
Amor no estágio de euforia, envolvimento emocional e romance
  • Altos níveis de dopamina e norepinefrina (noradrenalina): ligadas à inconstância, exaltação,  euforia, e a falta de sono e de apetite.
  • Baixos níveis de serotonina: 
Ligação
(Amor)
Atração que evolui para uma relação calma, duradoura e segura.
Oxitocina (associada ao aumento do desejo sexual, orgasmo e bem-estar geral).


Dessa forma a paixão pode ser um entendida como um "sedativo" que suscita um prazer admirativo pelos detalhes da pessoa amada por seis a nove meses, até estar encharcado pela oxitocina, onde a substância da vinculação aparece e toda paixão, se transforma em amor.

Bruno Santos da Silva
 Especialista em Linguagem Corporal e Micro Expressões

4 comentários:

  1. artigo muito bom cara parabens :>

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  2. mto bom mesmo, melhor da internet sobre o assunto até agora

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  3. Só faltou dizer como impeço tudo! hahaha!

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  4. Muito bom, foi perfeito saber dessas informações...

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