Análise da Atriz Carolina Dickman na Propaganda Outono 2013 da Hering

3ª Edição Revista e Atualizada.


BRUNO SANTOS DA SILVA ANALISA LINGUAGEM CORPORAL DE CAROLINA DICKMAN NA PROPAGANDA OUTONO 2013 DA HERING

00:13 seg: “é muito fácil falar de um produto que a gente já usa né?”. Neste momento ela contrai os ombros indicando que ela não acredita no que diz. O corpo contradiz as palavras. Não há concordância verbal e não verbal tanto nos ombros como na cabeça. Ela afirma que sim com suas palavras, mas sua cabeça sinaliza que não.  É um padrão que ela usa em todo momento ao falar das roupas Hering. Ela também usa o termo "Né?" diminuindo sua credibilidade na fala.

Durante esta análise, vemos como ruim e destruidor é, para um publicitário que realiza sua propaganda, sem antes ter a consultoria de um especialista em linguagem corporal. Além de vergonha corporativa. A pessoa que assiste, prestará mais atenção nas caras e bocas, do que no real sentido da campanha. Quando digo sinais de mentira neste vídeo, não são sinais de mentiras propriamente ditas (exceto nas partes específicas em que ela fala de sua ligação com as roupas hering), mas sim, gestos e expressões, ligadas a mentira, incerteza e etc, que denotam falta de confiança, possivelmente na pessoa, e que com certeza irá refletir em quem assiste.

00:28 seg:Fazer foto usando Hering, é fazer foto com uma coisa que eu já uso há muito tempo, que eu já conheço e que já sei da qualidade”.  Neste momento ao dizer essa frase, da mesma forma ela contrai os dois ombros, não acreditando em suas palavras, o corpo manifesta a discordância. Sua cabeça, mais uma vez sinaliza que não, enquanto suas palavras afirmam a frase do início. Ela tem também o que chamamos de Processamento Cognitivo, a vibração do olho. Muitas vezes acontecem quando estamos nervosos e sob pressão, ou quando alguém não gosta de uma pergunta ou sobre o que está falando. Neste caso, pode ser associado a ela não acreditar no contexto das frases que diz. Os outros grupos gestuais da contração dos ombros e da negação não verbal de sua cabeça são realizados a todo momento em conjunto.

0:50 seg: “E Hering é uma marca que a gente, acho que conhece desde sempre né?”.  Mais uma vez a Linguagem Corporal de Carolina elimina a discordância entre as palavras que diz. O ombro esquerdo se contrai levemente (não acredita no que diz). E Desta vez em suas palavras também nota-se o fato dela não acreditar no que diz. Ela usa o termo “acho” para dizer que todos conhecem desde sempre; incerteza no que disse. Ao final ela termina com o termo “Né?” É uma interrogação ao interlocutor de opinião para que o outro responda por ele, pois ele não tem certeza do que afirma. Inflexão de sua voz aumenta o som gradativamente para interrogação e incerteza. Sua testa fica ruborizada e franzida com micro gestos e levemente as chamadas Rugas da Dificuldade indicando não verbalmente insatisfação,discordância, preocupação contradizendo sua declaração.

00:58 seg: “Camiseta Hering, acho que é... uma coisa muito forte. Principalmente no Brasil, eu falo camiseta Hering até quando a camiseta não é Hering”.  Neste momento seus ombros novamente se contraem todo o tempo, e o gesto de negação com a cabeça também é bastante evidente. Sua falta de sincronia a denuncia todo instante ao afirmar suas declarações. Ela novamente usa o termo “acho” (insegurança no que diz). E ela mexe a boca, um movimento não verbal de incerteza de  "não sei do que estou falando".

 00:59 seg: Ela contrai a boca, um gesto clássico, indica que ela não acredita no que diz. Ela também hesita ao começar a dizer a segunda parte da frase; ela diz “eu” por duas vezes, e seu olhar levemente se desvia para baixo e para o lado. Pode ser sinal de vergonha. E quando diz que “falo camiseta Hering, até quando a camiseta não é Hering” Ela contrai os dois ombros novamente e se contradiz em sua declaração todo tempo.

01:18 seg: Nestas últimas frases que diz, ela se contradiz novamente todo o tempo com o gestual da contração dos ombros e de sua negação. Por vezes, fica bem atrapalhada. Ela não acredita em nada do que diz. Sua face também é manipulada para parecer feliz, mas a linguagem corporal deleta. Quando diz que “Hering já conhecia antes, já usava antes”, “é muito bom fazer campanha de uma coisa que você já usa, já gosta”. Ela contrai os ombros em não acreditar no que diz e a inflexão de sua voz parte novamente para incerteza oscilante em baixa gradativa. Quando ela termina de dizer a última frase, nota-se uma micro expressão de desprezo, assim bem como nas outras frases, ela demostra várias outras micro expressões negativas de incongruência com o que diz.

Exemplos Clássicos de sinais em convergência verbal e não verbal. É incrível assistir a este vídeo sem som, pois os sinais corporais são bem evidentes também quando não se escuta as palavras. A propaganda não passa credibilidade alguma. A passar o vídeo devagar e sem o áudio, poderão reparar várias micro expressões de desprezo que não são notadas com o vídeo rodando, mas quem tem treinamento avançado conseguirá identificar as micro expressões. Suas mãos todo o tempo estão encobertas e não há a chamada Gesticulação Enfática dando ainda mais falta de credibilidade, pois o público se atém principalmente na gesticulação para determinar inconscientemente se o que alguém fala é verdade.

 Em sua Programação Neurolinguística (movimento dos olhos) todo momento também quando fazia as suas declarações o principal sinal de fraude está quando ela gira o olho para cima e para a esquerda enquanto falava da qualidade do produto. Não é propriamente um sinal de mentira, pois pode ser ocasionado em acionar centros criativos do cérebro para processar melhor o que ia dizer. 


A propaganda em termos de credibilidade é um fracasso. Não mostra determinação ou gestuais que transmitem confiança. A maioria da comunicação que é o corpo, foi totalmente contraditória e incongruente. A maneira de persuadir com as frases e as palavras, foi muito bem elaborada. Porém, faltou uma preparação da atriz para atuar também com a linguagem não verbal. 


Os gestos de incongruências não são propriamente uma mentira como já havia dito (com sua exceção). Vários fatores, como ela ter um script uma tela para ler as frases em sua frente, pode ter ocasionado o tamanho dos gestos de fraude. Porém, são todos correlacionados com falta de credibilidade, e as pessoas notarão mais nas mexidas dos ombros e nas caras e bocas, do que nas palavras em si. Em termos de propaganda, seja qual for ela, qualquer publicitárioprecisa de um especialista em linguagem corporal.


Bruno Santos da Silva
Especialista em Linguagem Corporal e Micro Expressões

7 comentários:

  1. Incrível mesmo como ela contrai o ombro.. e como o especialista disse, é mesmo impressionante ver a esse vídeo sem som.

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  2. Na parte de Programação Neurolinguística, o Visual Construído não é acima e à direita?

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  3. Muito bom .... legal demais suas análises ...

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  4. Cara, eu não acredito que você ganha dinheiro fazendo isso. Qual é a sua formação? Só não me diga que é psicólogo, que aí vou ter vergonha corporativa.

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  5. Puta que la merda ein .. que mentirosa péssima .. aperece todos os sinais cororais ... otima análise

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